De acordo com Generoso, pelo risco de dificuldades financeiras, a Fundação encerrou no dia 23 de março de 2011 a prestação dos serviços de emergência oncológica. “Trata-se de serviços com financiamento insuficiente ou não financiados pelo SUS, iniciados em 2008. Os demais serviços continuam funcionando normalmente”, assegurou o Diretor.
CORTE DE RECURSOS
A Presidente da Fundação registrou que 80% dos atendimentos do hospital são feitos pelo SUS e que a secretaria de Saúde do Maranhão cortou o convênio que existia entre o Governo e o hospital. “Através do Convênio 249/2008, assinado ainda no Governo Jackson, recebemos, até 31/12/2008 financiamento para os serviços supra e outros de alta complexidade em oncologia. O convênio nos garantia R$ 237.000,00 mensais, para compensar a diferença entre a tabela SUS e nossos custos”, confessou Enide.
A Presidente lembrou que o convênio venceu em 31/12/08 e somente em setembro de 2009 foi assinado um novo, reduzindo o valor mensal para R$ 165.518,05, embora os custos mensais estejam atualmente na ordem de R$ 330.000,00, em razão da demanda ser superior à prevista.
“Estamos desde 01 de setembro atendendo sem convênio. Fomos orientados pela Secretaria de Saúde a dar entrada em um processo que pedia ressarcimento dos gastos e a celebração de um novo convênio. Sem encontramos solução, encaminhamos à SES um ofício, informando o encerramento dos serviços em 01/03/11”, protestou Enide.
Segundo Generoso, nos últimos 7 meses foram realizadas 926 consultas na oncologia e foram gastos por volta de R$ 379.000,00 com o pagamentos dos médicos residentes na Casa. O diretor disse que a secretária cortou o convênio, pois alegava que a prefeitura de São Luís que deveria arcar com essa despesa.
“Quando Ricardo Murad assumiu as coisas ficaram complicadas. Ele cortou o convênio, e acabou prejudicando nosso atendimento de urgência e por tabela a população do Maranhão. Nós recebemos pacientes de todo o Estado, pessoas de Cururupu, Santa Inês, de todos os cantos, fica complicado cuidar de todo esse pessoal. A contragosto que tomamos essa medida, pois corríamos o risco de comprometer o funcionamento de todo hospital”, criticou Generoso.
Bira se comprometeu em ajudar a Fundação e deixou claro seu empenho para uma solução imediata da situação. “Farei uma indicação à governadora solicitando celeridade no restabelecimento do convênio. Encaminharei um requerimento pedindo esclarecimentos à secretaria de Saúde e vou propor a Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa que visite o Hospital. Vocês não estarão sozinhos nessa luta, farei o que puder para resolver essa questão que prejudica enormemente o povo do MA”, assegurou o Deputado à direção da Fundação.
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