quarta-feira, 2 de maio de 2012

Deputado Bira propõe instalação da CPI da pistolagem


Da Assecom Dep. Bira

“A pistolagem no Maranhão mostra sua cara e seu lado mais sangrento.” Em 2012 foram assassinadas lideranças quilombolas, indígenas, empresários, advogados, jornalistas, professores, a sociedade vive um estado permanente de insegurança - palavras do deputado Bira do Pindaré (PT) em discurso na Assembleia Legislativa.
O presidente da Comissão de Direitos Humanos, deputado Bira, falou, na manhã desta quarta-feira (02), sobre a falta de políticas públicas na área de segurança. Ele aproveitou para anunciar que encaminhará a mesa diretora da Casa um pedido de instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da pistolagem, no MA.
“A situação está crítica no nosso estado. Podemos contribuir para que essa realidade mude com a instalação desta CPI. Vamos trazer o debate para dentro da Assembleia para darmos uma resposta a sociedade. Espero que os colegas me apóiem nesta iniciativa e assinem o pedido de CPI”, defendeu o Bira.
O petista lembrou que em 1997, após o assassinato do delegado Stênio Mendonça, na Avenida Litorânea, a ALEMA instalou a CPI do crime organizado. Na oportunidade, o trabalho da Casa foi de fundamental importância nas investigações.  
Somente em 2012, já foram registrados oito casos de crime por encomenda no Maranhão. Além do jornalista Décio Sá foram executados: os empresários José Mauro Queiroz e José Queiroz Filho, donos de uma distribuidora de óleo no Maracanã, em São Luís; Raimundo Cabeça, líder camponês em Buriticupu; Francisco Ferreira Sousa, ex-prefeito de São José dos Basílios, conhecido também como Chico rio-grandense; João Ribeiro Lima, advogado, em Presidente Dutra; um personal trainer, embora tenha relacionado o fato a tráfico de drogas, mas também foi um crime de execução; E no sábado (28), Maria Amélia Guajajara, líder, cacique da Aldeia Coquinho lá no município de Grajaú também foi assassinada com dois tiros na cabeça.

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